domingo, 28 de junho de 2009

Alternativas

Diante desse cenário, o governo resolveu incentivar a indústria automobilística reduzindo o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e aumentando o crédito, o que promoveu o reaquecimento do setor, diminuindo a queda da produção relativa ao ano anterior, de 16,8% no inicio do ano para 0,8% no final de abril, representando uma expansão de 34%.

A existência de grandes e equilibradas agências de crédito públicas e o fato de que o sistema bancário brasileiro não tem ligações com a crise do mercado "subprime" norte-americano favorecem ações para que a restrição do financiamento externo e do mercado de capitais seja apenas parcial e possa ser compensada mediante o crédito interno.

Reflexos no setor automobilístico da Bahia

De acordo com o Centro Internacional de Negócios da Bahia, a maior queda foi de setembro para outubro, por causa da crise mundial. Como medida para evitar demissões como as que ocorreram na Yazaki (indústria de Feira de Santana) que produz equipamentos elétricos para a Ford que diminuiu suas encomendas em 15 %, a fábrica anunciou a redução da produção em janeiro.

Reflexos da crise

A crise tem provocado fusões entre grandes marcas da indústria automotiva mundial. As mais recentes foram a da Porsche e Volkswagen e da Fiat S.A e Chrysler LLC. A idéia é estabelecer uma aliança estratégica global.
As parcerias englobam a contribuição das empresas envolvidas, em várias plataformas, tecnologias e modelos, serviços de gerenciamento e cooperação.

No Brasil...

No Brasil, o principal efeito da crise é a dificuldade em se obter dinheiro. Grandes empresas que dependem de financiamento externo passam a encontrar menos linhas de créditos disponíveis, afinal, os bancos têm medo de emprestar em um contexto de crise.
Por conseqüência, com a dificuldade em captar no exterior, ficam comprometidos projetos de construção dessas empresas, que por sua vez gerariam empregos e renda ao país.

A retração do setor industrial foi a maior de sua série histórica desde janeiro de 1991. No setor automobilístico a retração no Brasil foi de -34,5%. O setor automobilístico baiano, no encerramento de 2008 apresentou forte retração com índice de -10,5%.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Consequências da crise

A crise tem como conseqüências:

  • insegurança a todos os mercados,
  • restrição do crédito internacional,
  • desvalorização de moedas nacionais em relação ao dólar americano,
  • contração nas exportações e importações,
  • redução no preço das commodities.

A crise

Atualmente, o avanço tecnológico e o desenvolvimento das ferramentas de comunicação, permitem que as relações comerciais entre os países sejam cada vez mais rápidas, o que contribui para uma maior concorrência internacional, e também, para que alterações expressivas na economia de uma nação importante economicamente, reflitam nas economias dos países de todo o mundo.

A crise atual é um exemplo dessa dinâmica da globalização e reflete o caráter cíclico de uma economia capitalista, que funciona através de ciclos de expansão e retração, sobretudo pela tendência da queda dos lucros com o aumento da produção, quando se mantem constante os custos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estatísticas

Este estudo busca analisar as economias brasileiras, particularizando a economia baiana e mais especificamente os reflexos da crise econômica mundial no setor automobilístico da Bahia, com base em estatísticas oficiais disponíveis e artigos publicados sobre o assunto.

De acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a indústria foi o setor que apresentou maior retração (- 7,4%). Tanto as exportações quanto as importações de bens e serviços apresentaram queda de 2,9% e 8,2% respectivamente. Observou-se também que o emprego industrial caiu 1,3 % em janeiro de 2009 em relação a dezembro de 2008